Bici em Cena: O mundo é grande e a salvação espreita ao virar a esquina

por Eduardo Lemos 0 comentário

O filme – de nome que lembra mais uma frase inacabada – é um drama búlgaro escrito e dirigido por Stephan Komandarev, artista que carrega em sua mala cinematrográfica mais filmes do gênero documentário do que filmes de ficção. O mundo – chamaremos assim para simplificar a leitura – não é nenhum blockbuster das premiações internacionais, mas é com certeza uma ótima pedida para quem deseja conhecer um pouco do cinema do leste europeu.

Sinopse

Alexander Georgiev – ou Alex – é um garoto nascido na Bulgária que se mudou para a Alemanha com seus pais depois de um processo conturbado de fuga após o fim da Guerra Fria.
Anos mais tarde durante uma viagem de visita a casa de seus avós, Alex se envolve em um grave acidente de carro com sua família e perde completamente a sua memória. Bai Dan, seu avô, decidido em ajudar o jovem a recuperar sua memória, embarca com o neto em uma longa viagem de bicicleta que percorrerá caminhos da infância de Alexander.

Opinião

O Mundo é um daqueles filmes que muita gente deixa de assistir por ser originário de um país que supostamente não tem grandes influências no cinema popular mundial. É verdade que filmes do leste europeu – principalmente – podem não ser tão vendíveis, mas isso não tem nenhuma relação com a qualidade de suas obras. Eu, particularmente, sou um grande fã do modo como são produzidas as películas no velho continente.

Pois então. O Mundo é uma obra de enredo simples mas que carrega um conteúdo emocional bem marcante e envolvente. Cento e cinco minutos de duração – quase duas horas – e você termina de assistir achando que foi breve demais. Outro dia li uma crítica ao filme que dizia o seguinte: “o filme em alguns momentos é um pouco bobo, em outros muito triste, mas o tempo todo ele se mostra bem otimista”. Esse otimismo todo se apresenta muito bem nas cenas em que Alex e seu avô estão viajando de bicicleta por estradas que partem da Alemanha e vão até a Bulgária. Interessante é que esta viagem de volta para a casa dos avós é toda feita sobre uma única bicicleta do tipo “tandem”, aquelas que acomodam duas pessoas pedalando ao mesmo tempo, uma atrás da outra.

Para quem gosta e sonha em viajar de bicicleta, o filme pode ser um bom chamado para começar a encher os pneus murchos daquela bici encostada na garagem. Mais uma obra prazerosa de se assistir. Atentos a trilha sonora; propositalmente repetitiva, significantemente bela.


TRAILER

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